Cespu Angola

Curso de Especialização em Ginecologia e Obstetrícia (Para Licenciados em Enfermagem)

COMISSÃO CIENTÍFICA

PROF. DOUTOR A. ALMEIDA DIAS

PROF.ª DOUTORA ISABEL ARAÚJO

ENF. FILIPE FERNANDES

 

COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

ENF. FILIPE FERNANDES

 

INTRODUÇÃO

Face às novas exigências sociais, o domínio da enfermagem de Ginecologia e Obstétrica tem vindo a alargar a sua área de intervenção, abrangendo hoje, áreas da saúde reprodutiva em geral, e da saúde da mulher em particular, numa perspectiva do ciclo de vida, incluindo a sexualidade humana e a regulação da fertilidade, para além da saúde da mulher durante a gravidez, parto e puerpério e da saúde do recém-nascido normal até ao 28º dia de vida.

Os Cursos de Especialização em Enfermagem habilitam os enfermeiros à obtenção do título de Enfermeiro Especialista e visam assegurar a aquisição de competência científica, técnica, humana e cultural para prestar, além de cuidados de enfermagem gerais, cuidados de enfermagem especializados na área da sua especialidade. Os cursos em referência, previstos nos regulamentos da Ordem dos Enfermeiros de Angola, estabelecem os princípios genéricos para a criação, elaboração e aprovação dos planos de estudos dos cursos, a submeter à aprovação da própria Ordem dos Enfermeiros de Angola, quanto à sua adequação para prestação de cuidados especializados.

O Plano de Estudos do Curso de Especialização em Ginecologia e Obstetrícia tem por base as disposições e orientações reconhecidas a nível nacional e internacional.

O presente Plano de Estudos pretende assegurar uma formação adequada à actividade de Enfermeiro Especialista em Enfermagem em Ginecologia e Obstetrícia, cumprindo os requisitos legais.

 

ENQUADRAMENTO E PRINCÍPIOS ORIENTADORES

A enfermagem como profissão baseia a sua actividade em valores, conhecimentos e competências, que visam a satisfação das necessidades da população em matéria de saúde.

O Enfermeiro Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (EEGO), após obter as qualificações académicas exigidas para o exercício legal da actividade, é o profissional responsável, autónomo, que trabalha em parceria com as mulheres, famílias e comunidades, no sentido de alcançar bons resultados na gravidez, no nascimento e ao longo do ciclo reprodutivo da mulher.

Isto significa que promove o autocuidado na assistência à adolescente e à mulher antes, durante e após a gravidez efetuando a supervisão, o aconselhamento e os cuidados necessários, mas também assumindo a responsabilidade pela condução do trabalho de parto, do pós-parto e dos cuidados ao recém-nascido e lactente nas situações de baixo risco.

A sua actividade profissional pode ser exercida nos diferentes contextos, nomeadamente no domicílio, na comunidade, nos hospitais, em unidades de saúde públicas e privadas. Deve incluir a educação para a saúde, pré e pós-natal, a preparação para o parto e a parentalidade, abrangendo a saúde sexual e reprodutiva.

O Enfermeiro Especialista em Ginecologia e Obstetrícia é responsável pelos cuidados que presta directamente à mulher e pela identificação atempada de situações de risco mais elevado e que exigem outros níveis de cuidados, estando habilitado a detectar complicações e a aplicar medidas de emergência. A prática clínica do EEGO caracteriza-se pela intervenção própria na gestão de cuidados de Saúde à Mulher, pelo enfoque na promoção da saúde e prevenção da doença, considerando a gravidez como um acontecimento natural na vida da Mulher.

A complexidade inerente a um mundo em transformação, nomeadamente, a magnitude da mudança ao nível dos cuidados de saúde, a diversidade e complexidade das situações de saúde, a crescente explosão tecnológica e a diversidade das características do público-alvo dos cuidados de enfermagem e dos alunos, são alguns dos desafios que a educação em enfermagem precisa considerar no desenvolvimento curricular para o Curso de Pós Graduação de Especialização em Ginecologia e Obstetrícia.

O desenvolvimento deste plano curricular assenta num conjunto de princípios e orientações nacionais e internacionais para a formação do enfermeiro especialista em Ginecologia e Obstetrícia.

Entende-se, pois, que a formação é um processo ativo e contínuo de aquisição de conhecimentos e competências de natureza científica, técnica, relacional e cultural que produz atuais ou potenciais mudanças de atitudes e comportamentos, conjugando esforços intelectuais de alunos e professores, num ambiente de respeito pela dignidade e a individualidade de cada um e de exigência de ambos para com um compromisso com a excelência. A educação em enfermagem é um processo humano que exige uma transformação filosófica e moralmente consistente com o cuidar profissional, de carácter humanista e científico.

As novas concepções de desenvolvimento curricular para a educação em geral, e para a enfermagem, em particular, exigem a mudança de um modelo de formação behaviorista e tradicional, para um modelo de formação construtivista, interativo e inovador. Pretende-se, assim alterar um modelo fragmentado, baseado na tecnologia, no saber fazer e na transmissão e acumulação do conhecimento para um modelo auto-sócio-construtivista, inter-transdisciplinar e contextualizado, que saliente o pluralismo teórico e favoreça a construção de conceitos e a criação de sentido, recorrendo ao pensamento crítico e à evidência empírica fundamentada para uma acção profissional humanizada e autónoma.

A centralidade da interação professor-aluno constitui um factor chave para o sucesso da aprendizagem. Ao aluno compete tornar-se co-participante do projecto pedagógico, um participante ativo e o centro das experiências educativas, desenvolvendo a sua maturidade e autonomia através de estratégias metodológicas ativas que o levam a liderar a sua aprendizagem. Espera-se, então, que se responsabilize e dinamize o processo de aquisição e desenvolvimento de conhecimentos, atitudes e competências pessoais e profissionais, que privilegie hábitos e métodos de trabalho e de pesquisa, numa perspectiva eclética, atendendo às dimensões de multi, intra e interdisciplinaridade, aperfeiçoando o pensamento crítico e reflexivo nas diferentes situações e experiências que possa vivenciar, quer sejam de carácter teórico quer sejam de carácter prático. Deste modo, o aluno deverá colaborar na construção do conhecimento e continuar a sua auto-construção através do contínuo questionamento das experiências de formação e da compreensão da relação que estabelece entre as experiências anteriores e os novos conhecimentos e experiências. Ao professor compete tornar-se guia, orientador, facilitador, mediador do conhecimento, tutor, assessor e avaliador da aprendizagem, encorajando a afectividade, a comunicação, o desenvolvimento intelectual, a criatividade e o pensamento individual, contribuindo assim para o desenvolvimento pessoal e profissional do aluno nas diferentes dimensões do saber, saber fazer, saber estar, saber criar e saber ser.

Consequentemente, o conjunto de estratégias formativas e de avaliação devem privilegiar o envolvimento ativo dos alunos proporcionando um desenvolvimento harmonioso de competências de domínio cognitivo, afectivo e psicomotor, coerente com os resultados de aprendizagem estabelecidos pela Escola, para além dos propostos pelo aluno.

O conjunto de resultados de aprendizagem apresentados neste Plano inclui as competências específicas do Enfermeiro Especialista em Ginecologia e Obstetrícia que o aluno deverá desenvolver ao longo do Curso de, acordo com as orientações emanadas:

- Pelas Diretivas Internacionais para o exercício profissional de parteiras;

- Pela Ordem dos Enfermeiros, relativo às Competências Específicas do Enfermeiro Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, no domínio da prestação e gestão de cuidados;

- Pela International Confederation of Midwives (ICM) em trabalho conjunto com a ONU no apoio à Maternidade Segura, no desenvolvimento de estratégias de Cuidados de Saúde Primários, na promoção da Saúde da Família e na definição do campo de intervenção e formação das Parteiras e, ainda, nos trabalhos desenvolvidos com a Organização Mundial de Saúde (WHO) e com a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) sobre a Definition of Midwives (1992, 2005), Code of Ethics for Midwives (1993) e Global Vision for women and their Health (1996);

- Pela European Midwives Association (EMA) que representa as associações de parteiras dos diferentes Estados da União Europeia, incluindo as dos países da região económica europeia e que tem como missão promover a melhoria da qualidade dos cuidados prestados pelas parteiras através do estabelecimento e manutenção de normas mínimas comuns relativas à habilitação e exercício profissional, promovendo a atualização das parteiras, contribuindo e verificando o desenvolvimento, a adopção e a implementação das medidas legislativas indispensáveis a nível europeu e de cada estado-membro.

Importa salientar que “Midwife” - traduzido para a língua portuguesa por “Parteira” - é o termo utilizado para designar uma profissão que em Angola é denominada de “Enfermeiro Especialista em Ginecologia e Obstétricia”.

O Enfermeiro Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, enquanto profissional de saúde autónomo deve comprometer-se a contribuir para a melhoria das condições de acesso equitativo a cuidados de saúde de qualidade e risco controlado. A International Confederation of Midwives considera que promover o respeito, a confiança e comunicação efetiva entre todos os profissionais de saúde, é a chave para a obtenção de cuidados de saúde materna de qualidade e disponíveis a todas as mulheres, pelo que a colaboração entre os profissionais de saúde deve ser construtiva e focalizada nas necessidades da mulher aos diferentes níveis de cuidados.

Os cuidados de enfermagem tomam por foco de atenção a promoção dos projectos de saúde que cada pessoa vive e persegue. No âmbito da Enfermagem Especializada em Ginecologia e Obstetrícia, a Mulher é considerada como a entidade beneficiária dos cuidados especializados nos domínios da saúde reprodutiva em geral, e da saúde materna e obstétrica em particular.

Centrando-se o exercício profissional da enfermagem na relação interpessoal entre o Enfermeiro e uma Pessoa ou entre o Enfermeiro e um Grupo de Pessoas, salienta-se que a Mulher, como a entidade beneficiária de cuidados de enfermagem desta especialidade, deve ser entendida quer numa perspectiva individual, como a pessoa no seu todo, considerando a inter-relação com os conviventes significativos e com o ambiente no qual vive e se desenvolve, constituído pelos elementos humanos, físicos, políticos, económicos, culturais e organizacionais; quer numa perspectiva colectiva, como grupo-alvo, entendido como o conjunto das Mulheres em idade fértil ligadas pela partilha de condições e interesses comuns.

O exercício profissional do EEGO é dirigido aos projectos de saúde da Mulher a vivenciar processos de saúde/ doença no âmbito da saúde materna e obstétrica, da sexualidade e da reprodução, incluindo o produto de concepção durante o período de gestação e neonatal, em todos os contextos de vida, assegurando os cuidados nas áreas de actividade para que está habilitado e autorizado, assumindo a responsabilidade pelo exercício nas seguintes áreas de actividade:

.Prestação e gestão dos cuidados de enfermagem à mulher a vivenciar processos de saúde/doença, nos períodos pré-concepcional, pré, intra e pós-natal e ao recém-nascido até ao 28º dia; concepção,

.Implementação e avaliação de dispositivos de saúde no âmbito da Educação Sexual, Planeamento Familiar, Ginecologia, Climatério e Saúde Pública; contribuindo para o desenvolvimento e melhoria da qualidade dos cuidados de enfermagem no âmbito da saúde reprodutiva.

O modelo de organização e desenvolvimento curricular preconizado neste Plano apoia-se, para além do exposto, na multi, inter e intradisciplinaridade das diferentes áreas do saber que contribuem para a explicação e compreensão dos fenómenos de enfermagem relacionados com a saúde reprodutiva da mulher em geral e com a saúde materna e obstétrica em especial, bem como dos interesses e motivações que os alunos venham a manifestar, atendendo ao seu percurso profissional e às competências adquiridas e a adquirir.

 

OBJECTIVOS DO CURSO

O Curso de Especialização em Ginecologia e Obstetrícia visa assegurar a formação científica, técnica, humana e cultural do futuro enfermeiro especialista de saúde materna e obstétrica, de forma a demonstrar:

1. Conhecimento especializado que lhe permita actuar como conselheiro e perito no que se refere à saúde reprodutiva em geral e à saúde materna e obstétrica da mulher e recém-nascido, ao longo do ciclo de vida;

2. Capacidade de aplicar os conhecimentos especializados, de compreensão e de resolução de problemas em situações complexas relacionadas com a área de especialidade à mulher, recém-nascido e comunidade;

3. Integração dos conhecimentos para lidar com as situações complexas da área de especialidade, formulando juízos diagnósticos, terapêuticos e éticos;

4. Capacidade de reflexão sobre as implicações e responsabilidades que resultem das soluções e juízos formulados;

5. Capacidade de comunicar de forma clara as suas conclusões e os conhecimentos a elas subjacentes;

6. Competências que permitam aprendizagem ao longo da vida de um modo autónomo;

7. Capacidade para aplicar os padrões de qualidade dos cuidados de enfermagem especializada em ginecologia e obstetrícia, estabelecidos a nível nacional e internacional;

8. Autonomia profissional em todas as situações de baixo risco, entendidas como aquelas em que estão envolvidos processos fisiológicos e processos de vida normais da mulher, no âmbito da saúde reprodutiva, nomeadamente:

a) Informar e aconselhar corretamente em matéria de planeamento familiar;

b) Diagnosticar a gravidez, vigiar a gravidez normal, efetuar os exames necessários à vigilância da evolução da gravidez normal;

c) Prescrever ou aconselhar os exames necessários ao diagnóstico o mais precoce possível da gravidez de risco;

d) Estabelecer programas de preparação para a paternidade e de preparação completa para o parto, incluindo o aconselhamento em matéria de higiene e de alimentação;

e) Assistir a parturiente durante o trabalho de parto e vigiar o estado do feto in útero pelos meios clínicos e técnicos apropriados;

f) Fazer o parto normal quando se trate de apresentação de cabeça incluindo, se for necessário, a episiotomia, e, em caso de urgência, do parto em caso de apresentação pélvica;

g) Detectar na mãe ou no filho sinais reveladores de anomalias que exijam a intervenção de um médico e auxiliar este último em caso de intervenção; tomar as medidas de urgência que se imponham na ausência do médico, designadamente a extração manual da placenta, eventualmente seguida de revisão uterina manual;

h) Examinar e assistir o recém-nascido; tomar todas as iniciativas que se imponham em caso de necessidade e praticar, se for caso disso, a reanimação imediata;

i) Cuidar da parturiente, vigiar o puerpério e dar todos os conselhos necessários para tratar do recém-nascido, garantindo-lhe as melhores condições de evolução;

j) Redigir os relatórios necessários.

9. Competência para intervir em equipas multidisciplinares de saúde reprodutiva, colaborando com outros profissionais em todas as situações de médio e alto risco, entendidas como aquelas em que estão envolvidos processos patológicos e processos de vida disfuncionais da mulher, no âmbito da saúde reprodutiva, incluindo a execução dos tratamentos prescritos pelo médico;

10. Capacidade para intervir ativamente no desenvolvimento de políticas, na implementação de estratégias e programas locais e regionais, no que concerne à saúde materna e obstétrica e à saúde reprodutiva da mulher.

11. Capacidade para iniciar o processo de construção de identidade profissional de enfermeiro especialista em ginecologia e obstétrica.

 

RESULTADOS ESPERADOS DE APRENDIZAGEM

Ao Enfermeiro Especialista em Ginecologia e Obstetrícia é exigido um conjunto de competências instrumentais, interpessoais e sistémicas, que o tornam capaz do exercício de uma especialidade profissional, intervindo em situações complexas de forma autónoma e inserido em equipas multidisciplinares, pelo que este curso preconiza os seguintes resultados de aprendizagem:

1. Compreender a problemática e o impacto da saúde materna e obstétrica e da saúde reprodutiva na dinâmica familiar, social e comunitária.

2. Compreender o processo de concepção de cuidados de enfermagem especializados à mulher que vivencia processos de saúde/ doença no âmbito da saúde reprodutiva e da saúde materna e obstétrica, em todos os contextos de vida, tendo por base a autonomia e a capacidade de gestão dos projectos individuais de saúde, o desenvolvimento de estilos de vida saudáveis e a transição e adaptação positiva para a parentalidade.

3. Identificar necessidades em cuidados de enfermagem de saúde materna e obstétrica em colaboração com a equipa de saúde intra e interdisciplinar.

4. Demonstrar conhecimentos, aptidões e atitudes no processo de cuidados de enfermagem dirigido às respostas humanas da mulher no âmbito da saúde reprodutiva e da saúde materna e obstétrica, com base na formulação do juízo diagnóstico, terapêutico e ético.

5. Analisar as práticas no sentido de identificar áreas de desenvolvimento disciplinar e profissional.

6. Demonstrar capacidade de análise e síntese da investigação produzida na área da enfermagem de saúde materna e obstétrica e nas áreas científicas que interceptam a assistência à mulher no âmbito da saúde reprodutiva e da saúde materna e obstétrica, desenvolvendo uma prática baseada na evidência.

7. Conceber projectos de Investigação nesta área de especialidade.

 

ESTRUTURA DO CURSO E PLANO DE ESTUDOS

O Curso de Pós Graduação de Especialização em Enfermagem de Ginecologia e Obstetrícia tem a duração de dois anos lectivos, uma a duas semanas de aulas por mês, com carga horária de 30 horas semanais, num total de 1080 horas, com resultados de aprendizagem específicos e articulados entre si.

As Diretivas Internacionais relativas à formação de parteiras e à matriz para elaboração e analise das diretivas da ordem dos Enfermeiros de Angola, preconizam uma duração mínima para o Curso de 18 meses.

Na construção do Plano de Estudos são consideradas complementares à Área Científica de Enfermagem as Áreas Científicas de Ciências Sociais e Humanas e de Ciências Biológicas e Biomédicas, articulando-se numa estrutura modular.

A caracterização das unidades curriculares que compõem o Plano de Estudos e os resultados de aprendizagem encontram-se em anexo.

 

ESTRUTURA CURRICULAR

U.C. 1 - ENFERMAGEM DE SAÚDE MATERNA E OBSTÉTRICA I

Módulo I – Particularidades no atendimento à mulher e à criança

Módulo II – Ética e Deontologia em Enfermagem de saúde materna e obstétrica

Módulo III – Enfermagem: Cuidados à mulher e família no período pré concepcional e pré natal

Módulo IV – Métodos e Técnicas de Promoção da Saúde

 

U.C. 2 – INVESTIGAÇÃO EM ENFERMAGEM

Módulo I – Introdução à Investigação

Módulo II – Metodologias de Investigação quantitativa e qualitativa

Módulo III – Trabalho de campo – Relatório de investigação

 

U.C. 3 - ENFERMAGEM DE SAÚDE MATERNA E OBSTÉTRICA II

Módulo I – Desenvolvimento da Gravidez, parto e puerpério

Módulo II – Parto: Cuidados de Enfermagem

Módulo III – Puerpério: Cuidados de Enfermagem

 

U.C. 4 - ENFERMAGEM DE SAÚDE MATERNA E OBSTÉTRICA III

Módulo I – Enfermagem: Cuidados à pessoa com patologia ginecológica e reprodutiva

Módulo I – Enfermagem: Cuidados à pessoa com patologia obstétrica

 

U.C. 5 - ENFERMAGEM: CUIDADOS AO RECÉM-NASCIDO

Módulo I – O ambiente pré natal

Módulo II – Fisiologia da adaptação neonatal

Módulo III – Reanimação neonatal

Módulo IV – Enfermagem em Cuidados Intensivos Neonatais

Módulo V – Patologias congénitas

Módulo VI – Infecções no período neonatal

 

U.C. 6 - GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE

Módulo I – Economia, Politicas e Sistemas de Saúde

Módulo II – Gestão da Qualidade em Saúde

Módulo III – Gestão de Recursos Humanos, Logística e Recursos Materiais

 

U.C. 7 - ENSINO CLÍNICO I – ENFERMAGEM OBSTÉTRICA

Módulo I – Enfermagem em Bloco de Partos e Serviço de Obstétricia

Módulo II – Enfermagem em Neonatologia e Berçarios

 

U.C. 8 - ENSINO CLÍNICO II – ENFERMAGEM GINECOLÓGICA E REPRODUTIVA

Módulo I – Enfermagem em Serviço de Ginecologia e Medicina Reprodutiva

 

ORGANIZAÇÃO DO CURSO

A integração das componentes, ensino teórico e ensino clínico, é feita de forma progressiva ao longo curso, correspondendo inicialmente a uma maior carga horária de ensino teórico, decrescendo esta à medida que aumenta a carga horária do ensino clínico.

Na fase inicial do Curso pretende-se que o aluno desenvolva competências específicas para compreender o processo de concepção de cuidados de enfermagem especializados à mulher e recém-nascido que vivencia processos de saúde/doença no âmbito da reprodutiva e da saúde materna e obstétrica, numa perspectiva biopsicossocial, cultural e espiritual, em períodos de pré concepção, gravidez, parto e pós-parto, incluindo situações de problemas ginecológicos, sexualidade humana e regulação da fertilidade.

Pretende-se, ainda, que o aluno inicie o desenvolvimento de competências especializadas em enfermagem de saúde materna e obstétrica para cuidar a mulher e recém-nascido de baixo risco durante o período pré, intra e pós-parto imediato e cuidar o recém-nascido com ou sem problemas de saúde, nascido pré ou pós termo e internados em unidades de cuidados de saúde neonatais proporcionando uma experiência de aprendizagem em contexto da prática clínica em ambiente hospitalar. O aluno deve também iniciar o desenvolvimento de competências em enfermagem ginecologia ao cuidar a mulher com problemas do âmbito ginecológico em unidades de cuidados de saúde de ginecologia.

 

Ensino teórico

As diferentes unidades curriculares que integram o ensino teórico estão estruturadas por módulos de modo a motivar os alunos para a compreensão da transdisciplinaridade e contextualização das dimensões biológicas, psicossociais e culturais inerentes ao período reprodutivo do ciclo vital, e para o relacionamento entre os conteúdos específicos e as intervenções da prática profissional, atribuindo sentido e fundamentação à acção profissional.

O desenvolvimento de módulos nas unidades curriculares processa-se com um grau crescente de complexidade, permitindo ao aluno desenvolver competências específicas de modo consistente e integrado. Especificamente no que se refere às actividades teórico-práticas prevê-se o recurso a metodologias ativas, tais como: trabalhos individuais e/ou de grupo, seminários, práticas em laboratório, visitas de estudo, simulação, encenação e manipulação de modelos para o desenvolvimento de competências técnicas. Pretende-se, ainda, que alguns conteúdos de ordem teórico-prática sejam desenvolvidos em contextos de prática clínica, estando prevista a possibilidade de realizarem experiências de observação participante em unidades de cuidados saúde hospitalares e em centros de saúde, sob a responsabilidade dos futuros orientadores dos estágios.

 

Ensino clínico

Prevê-se uma estreita articulação entre os três espaços de formação: a aquisição de conhecimentos em sala de aula, a formação teórico-prática em laboratório de formação e a mobilização, integração e transferibilidade dos conhecimentos e dos saberes em contextos da prática clínica.

O ensino clínico realizar-se-á em contextos de prática clínica, em ambiente hospitalar, estando previstos os seguintes ensino clínicos/estágios:

ENSINO CLÍNICO I – ENFERMAGEM OBSTÉTRICA, num total de 300 horas, 25 ECTS. Este ensino clínico, com a duração de 12 semanas, está dividido em dois módulos:

a) Módulo I – Enfermagem em Bloco de Partos (220 horas/X ECTS), deverá ser realizado em unidades hospitalares de Obstetrícia – Bloco de Partos, permitindo ao aluno iniciar o desenvolvimento de competências especializadas em obstétricia à mulher em trabalho de parto, parto e pós-parto imediato; vigiar o estado do feto in útero com os meios clínicos apropriados; executar o parto normal, quando se trate de apresentação cefálica e, em caso de urgência, executar o parto de apresentação pélvica; efetuar a episiotomia e a correção perineal, se necessário; efetuar a extração manual da placenta em caso de urgência; cuidar, na sala de partos, o recém-nascido normal, pré e pós termo e recém nascido com problemas de saúde, realizando, se necessário, a reanimação imediata.

b) Módulo II – Enfermagem em Neonatologia (80 horas/X ECTS), deverá ser realizado em unidades de cuidados de saúde Neonatais, permitindo ao aluno iniciar o desenvolvimento de competências especializadas ao recém-nascido com alterações, em situações de médio e alto risco, e que exijam internamento nas referidas unidades.

ENSINO CLÍNICO II – ENFERMAGEM GINECOLÓGICA, num total de 100 horas, 9 ECTS. Este Estágio, com a duração de 6 semanas, poderá ser realizado em unidades de internamento hospitalar de ginecologia, em consultas de referência hospitalar no âmbito da ginecologia ou da ginecologia oncológica, em consultas de aconselhamento genético, em consultas de planeamento familiar ou programas de saúde da mulher em período de climatério, permitindo ao aluno iniciar o desenvolvimento de competências especializadas para cuidar à mulher com problemas de saúde reprodutiva.

 

CREDITAÇÃO

O Curso de Especialização é reconhecido pela Ordem dos Enfermeiros de Angola para a Obtenção do título de Especialista.

Creditação pelo IPSN – Portugal, com a atribuição de ECTS (EUROPEAN CREDIT TRANSFER SYSTEM).

 

VAGAS

30

 

CARGA HORÁRIA

1080 Horas de contacto

 

DURAÇÃO E REGIME

As aulas decorrerão em regime pós-laboral, a partir das 18:00 e até às 23:00 durante a semana e das 8:00 às 13:00 aos Sábados de manhã.

 

CANDIDATURA E SELECÇÃO

Candidaturas até 24 de Janeiro de 2014.

Análise curricular académica e profissional e ordem de inscrição.

 

DOCUMENTAÇÃO DE CANDIDATURA

Curriculum Vitae;

Fotocópia autenticada do Certificado de Habilitações;

Preenchimento do boletim de Candidatura;

Fotocópia do Bilhete de Identidade, cartão de contribuinte;

1 Fotografia;

Comprovativo de depósito bancário do valor da candidatura

 

LOCAL DE REALIZAÇÃO

Benguela

 

INFORMAÇÕES E CANDIDATURAS

CESPU-FORMAÇÃO ANGOLA, S.A.

Telf/fax.: +2442722 30 149

Telm.: +244921758487

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